O HIIT (Treinamento Intervalado de Alta Intensidade) pode ser a estratégia ideal para idosos perderem gordura corporal sem comprometer a massa muscular. Essa conclusão vem de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Sunshine Coast (UniSC), na Austrália, que comparou diferentes intensidades de exercício em adultos mais velhos e observou que, embora todos os tipos de treino reduziram a gordura, só o HIIT preservou a massa muscular magra, essencial para força, equilíbrio e independência no envelhecimento[1][3].
O estudo, publicado na revista Maturitas em dezembro de 2025, acompanhou mais de 120 adultos saudáveis de Brisbane, com média de idade de 72 anos. Os participantes realizaram três sessões semanais de exercícios na academia durante seis meses, divididos em grupos com diferentes programas de treinamento: HIIT, intensidade moderada contínua e baixa intensidade (como caminhadas leves e alongamentos)[1].
Resultado crucial: Ao final do acompanhamento, todos os grupos apresentaram perda de gordura. No entanto, o grupo de intensidade moderada também perdeu uma pequena quantidade de massa muscular, enquanto o grupo de HIIT conseguiu reduzir a gordura preservando integralmente a massa magra[1][3]. Isso se torna vital porque, com o envelhecimento, ocorre perda natural de massa muscular, o que pode comprometer a mobilidade, aumentar o risco de quedas e favorecer doenças crônicas[1].
O HIIT consiste em séries curtas de exercícios muito intensos, onde a respiração fica acelerada e conversar se torna difícil, alternadas com períodos de recuperação em intensidade mais leve[1]. Os pesquisadores explicam que esse tipo de treino parece estimular mais os músculos, enviando ao organismo um sinal para preservar o tecido muscular mesmo durante a perda de gordura[1].
Os autores destacam que ainda são necessários novos estudos para compreender melhor alguns dos resultados observados com exercícios de baixa intensidade, mas os dados indicam que o HIIT pode ser uma estratégia eficiente para melhorar a composição corporal em adultos mais velhos, desde que seja realizado com orientação adequada[1].
Fonte original: Metrópoles – Saúde.
