Um homem envolvido na tentativa de sequestro de um menino em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, foi preso na manhã da sexta-feira (19/6) no Centro da capital paulista. Segundo a Polícia Militar (PM), agentes realizavam patrulhamento na Rua Apa, no bairro Santa Cecília, quando reconhecem o indivíduo. Durante a abordagem, o suspeito confessou a participação no crime e foi conduzido ao 2° Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada no início da tarde.
Mais cedo, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontrou dois corpos — de um homem e de uma mulher — na Zona Leste, e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que um deles estava envolvido na tentativa de sequestro. As vítimas não estavam em estado de decomposição, o que indica morte recente. O local foi preservado e a perícia acionada. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado por inquérito policial instaurado pelo 44º Distrito Policial de Guaianases.
A tentativa de sequestro
No início da tarde da terça-feira (16/6), um menino foi arrancado de dentro de um táxi em frente a um mercado na Rua Moreira Neto, em Guaianases. Imagens de câmeras de segurança mostram o garoto sendo abordado por um homem, arrastado e colocado à força no veículo. Um morador presenciou a cena, resgatou o menino e, em seguida, um grupo de vizinhos abordou o suspeito e outro passageiro que estava no carro. O veículo permaneceu parado durante a ação.
Segundo o boletim de ocorrência do taxista Robert de Souza, um dos homens contratou a corrida e, depois, em Ferraz de Vasconcelos, um segundo passageiro embarcou. Um deles alegou que precisava buscar o filho e que a criança teria sido "sequestrada" pela mãe, usuária de drogas. O taxista, ao perceber o possível rapto, manteve o carro parado. Dentro de uma bolsa esquecida pelos passageiros, foi encontrado um envelope com dois endereços: um do local onde a criança foi resgatada e outro no bairro da República, no Centro da capital.
A SSP informou que o suspeito foi indiciado pelo crime de tentativa de subtração de incapaz e que um inquérito policial também foi instaurado pela 1ª Delegacia de Proteção à Pessoa do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As diligências prosseguem para o esclarecimento dos fatos.
