Por meio do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, astrônomos identificaram a galáxia primitiva MXDFz4.4, que já existia apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang[1][2]. Esta descoberta, liderada pelo pesquisador Ilias Goovaerts, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI), nos Estados Unidos, foi publicada no Astrophysical Journal nesta terça-feira (23/6)[5].

A MXDFz4.4, descrita como uma galáxia 'oddball' (excepcional), foi detectada através da luz ultravioleta emitida por suas estrelas jovens e massivas[4]. Devido à expansão do espaço ao longo de mais de 12 bilhões de anos, essa luz sofreu um desvio para o vermelho, tornando-a visível para os instrumentos do Hubble[2]. As imagens detalhadas revelaram que estrelas jovens em vários surtos foram capazes de limpar o espaço interno e externo da galáxia, transformando o gás neutro e opaco em um ambiente transparente[3][5].

Ao analisar as particularidades da galáxia, os cientistas confirmaram que ela pertence ao final da Era da Reionização, um período crítico em que as primeiras estrelas e galáxias se formaram[1][8]. A intensa radiação desses objetos recém-nascidos separou os elétrons dos átomos de hidrogênio, desfazendo a névoa de gás neutro que mantinha o cosmos 'escondido'[1].

Esta descoberta é fundamental porque oferece a primeira evidência direta de como o Universo transitou de um estado 'fosco' e nebuloso para o cosmos transparente que observamos hoje[1][3]. Embora ainda seja uma incógnita como todo esse processo ocorreu com precisão no Universo primitivo, a MXDFz4.4 fornece um norte crucial para que os cientistas encontrem respostas definitivas sobre a formação e evolução do cosmos[5].