Na terça-feira (30), a Hungria registrou um novo recorde histórico de calor, com termômetros chegando a 42°C em Szécsény, cidade no norte do país próxima à fronteira com a Eslováquia, superando a marca anterior de 41,9°C estabelecida em 2007 [1]. O serviço meteorológico HungaroMet confirmou o evento em vídeo publicado no Facebook, indicando que tanto o recorde nacional de temperatura máxima quanto o da capital Budapeste foram superados [1].

Em Budapeste, a temperatura atingiu 41°C, ultrapassando o recorde local de 40,7°C também de 2007, enquanto a meteorologista Anna Kuntar-Molnar alertou que o ar ainda poderia esquentar mais [1]. O país enfrenta uma intensa onda de calor que levou o governo a elevar o alerta para o nível máximo (terceiro grau) no sistema nacional, mantido desde 27 de junho até 30 de junho [1].

Como medida de enfrentamento aos efeitos das temperaturas extremas, o primeiro-ministro Peter Magyar instou a população a moderar o consumo de água e evitar usos não essenciais [1]. Mais de 120 localidades em toda a Hungria impuseram restrições ao uso de água devido ao aumento drástico na demanda [1]. Além disso, o governo decretou trabalho remoto no setor público na segunda e terça-feira, na medida do possível, e pediu que o setor privado adote a mesma iniciativa ou reduza as jornadas [1].

Esta onda de calor afeta não apenas a Hungria, mas também grande parte da Europa, com países como França, Alemanha e Polônia registrando temperaturas próximas ou acima de 40°C [3][4]. A situação é crítica devido à falta de resfriamento noturno, que impede o alívio das temperaturas durante a noite [1].

Fonte original: Jornal de Brasília – Mundo.