Maior independência na Marinha apoya revolta de mais de 2.300 marinheiros

João Cândido, conhecido como ‘Almirante Negro’, liderou a Revolta da Chibata em 1910 com mais de dois mil marujos contra castigos corporais e má alimentação.

A decisão judicial condena o governo federal pagando R$ 300 mil à família do líder rebelde, Adalberto Cândido (Candinho).

Revolução contra a chibata no início do século XX

No dia 25 de novembro de 1910, mais de dois mil marinheiros da Marinha de Guerra do Brasil, liderados por João Cândido, rebelaram-se contra as práticas abusivas.

Eles exigiam melhores condições de trabalho e vida na frota naval brasileira. A chibata, uma prática cruel já banida em outros países, era ainda um método comum no Brasil Republicano.

Maioria negra e revolta pela igualdade

A maioria dos revoltosos eram marinheiros negros, que sentiam desigualdades frente a seus colegas brancos. Com suas ações, o ‘Almirante Negro’ levantou a voz contra a opressão.

Após João Cândido ter sido chibatado até desmaiar, em Novembro de 1909, os marinheiros decidiram antecipar a revolta.

Já no Rio: ameaças e negociações

No Rio de Janeiro, cerca de oito décimos dos navios foram tomados, e quase cem canhões apontados para a capital. Uma carta foi enviada ao presidente Hermes da Fonseca exigiendo melhoras.

  • Principais líderes: João Cândido (‘Almirante Negro’) e outros 2300 marinheiros.
  • Movimento pacífico inicial, mas terminou em confronto direto com o governo.

Perguntas Frequentes

Quem foi João Cândido?

João Cândido, conhecido como ‘Almirante Negro’, nasceu na fazenda Coxilha Bonita em 1880. Ele desafiou as condições subumanas de trabalho e teve papel crucial na Revolta da Chibata.

A chibata ainda é aplicada?

No momento da revolta, a chibata já era praticamente banida nos principais países europeus. No Brasil, ela seguiu existindo por mais um tempo, com João Cândido sentenciando à Marinha que tal prática já era incompatível com o avanço social.

Quanto tempo durou a revolta?

A Revolta da Chibata durou cinco dias até os revoltosos serem amedrontados pelo governo, com resultado final de mil e 216 marinheiros expulsos, seiscentos presos e cem submetidos ao trabalho forçado na Amazônia.