Os Estados Unidos registraram inflação de 4,1% na comparação anual em maio, seu maior nível em três anos, segundo o índice PCE (Despesas de Consumo Pessoal), indicador preferido pelo Federal Reserve (Fed) para mensurar a pressão dos preços sobre os consumidores americanos[1][3].

A escalada dos preços teve uma alta repentina após o início da guerra no Oriente Médio, que elevou, entre outros, os custos da gasolina, pressionando o índice de preços PCE anual a superar o patamar de 4% pela primeira vez em três anos[1][3]. Os dados do U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA) indicam que a inflação PCE anual atingiu 4,1%, superando o valor anterior de 3,8% e alinhando-se às expectativas do mercado[1].

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 3,4% na comparação anual, correspondendo às expectativas e superando o valor anterior de 3,30%[1]. A inflação nos EUA voltou a acelerar em maio, ultrapassando a marca de 4% pela primeira vez em três anos, pressionada pela alta dos preços de energia em meio ao conflito no Oriente Médio[3]. O conflito geopolítico liderado pelos EUA com o Irã impulsionou os preços de referência do petróleo bruto, que foram posteriormente repassados para os produtos refinados, elevando os preços da gasolina no varejo[1].

Embora os preços do petróleo e da gasolina tenham registrado recuos temporários nas últimas semanas após um frágil acordo de cessar-fogo, os economistas geralmente acreditam que a inflação continua altamente persistente e deve continuar em níveis elevados por um período prolongado[1]. Atualmente, os operadores estão apostando que o primeiro aumento de juros poderá ocorrer já em setembro, com uma alta probabilidade de outra elevação ainda este ano[1].

Apesar da alta da inflação, os consumidores americanos mantiveram os gastos graças a outros fatores que amenizaram um pouco o impacto do aumento dos preços dos combustíveis[3]. Com isso, os gastos do consumidor nos Estados Unidos subiram 0,7% em maio[3]. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano, medida pelo PCE, e o índice atual de 4,1% é mais do que o dobro dessa meta[3].

Em relação ao mês anterior, o índice PCE teve alta de 0,4%, abaixo da expectativa do mercado de 0,50%, com o valor anterior em 0,40%[1]. O núcleo do índice de preços PCE subiu 0,3% em relação ao mês anterior[3]. A inflação anual nos EUA subiu para 4,2% em maio de 2026, marcando seu nível mais alto desde abril de 2023, de 3,8% em abril[4]. Isso representa a terceira aceleração mensal consecutiva na inflação geral, com os custos de energia saltando 23,5%, devido ao choque energético desencadeado pelo conflito com o Irã[4].

Os preços da gasolina provavelmente subiram cerca de 9%, mas o impacto atenuante de um ajuste pontual nos dados de aluguel deve ter um efeito moderador sobre a inflação[4]. A taxa de inflação nos Estados Unidos é esperada para ser de 3,90% até o final deste trimestre, de acordo com os modelos macro globais da Trading Economics e as expectativas dos analistas[4]. A longo prazo, a taxa de inflação dos Estados Unidos está projetada para girar em torno de 3,00% em 2027 e 2,50% em 2028[4].

Nos Estados Unidos, os dois principais índices de inflação são o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e o PCE (Índice de Despesas de Consumo Pessoal)[5]. A inflação ao consumidor nos EUA registrou nova pressão em abril, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subindo 0,6% no mês e elevando a taxa anual para 3,8%[5]. Este avanço, o maior desde maio de 2023, reflete a persistência dos altos custos de energia decorrentes do conflito no Oriente Médio, que continua a encarecer a vida dos americanos[5].

Diferente do mês anterior, a inflação subjacente (núcleo do IPC), que exclui alimentos e energia, também apresentou aceleração. O núcleo subiu 0,4% em abril (ante 0,2% em março), acumulando 2,8% em 12 meses, pressionado por custos resilientes em serviços e habitação[5].