Deputada estadual Andréa Werner pede investigação de influenciador Sharkão por ofensas a autistas
A deputada estadual Andréa Werner (PSB), presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Alesp, protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedindo que o influenciador digital Jonatan Martins Pacheco, conhecido como ‘Sharkão’, seja investigado por discriminação e capacitismo contra pessoas autistas.
No documento, a parlamentar acusa Sharkão de fazer piadas degradantes em suas redes sociais sobre o transtorno do espectro autista. Um exemplo são declarações que sugerem que para ‘parecer autista’, uma pessoa precisaria ‘colocar óculos escuros, deixar a boca aberta e dar uma babadinha’. Além disso, Andréa cita um vídeo publicado no YouTube em que o influenciador aparece na fila de embarque prioritário supostamente usando laudos do TEA para justificar sua presença.
Piadas contra autistas no Instagram
Somente no Instagram, Sharkão acumula mais de 1,5 milhão de seguidores. A parlamentar defende que discriminar as pessoas com deficiência é um crime definido pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, podendo resultar em reclusão de 1 a 3 anos ou multa.
Situação atual e próximos passos
Seu pedido inclui a instauração de um inquérito civil e posterior ajuizamento de ação civil pública por danos morais coletivos.
Perguntas Frequentes
Foi Sharkão diagnosticado com autista?
Sim, o influenciador é público sobre seu diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O que diz a lei sobre discriminação e capacitismo?
A punição para quem pratica, induce ou incita a inferiorização de pessoas com deficiência é de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. Caso o capacitismo seja praticado por meios de comunicação social ou redes sociais, a pena aumenta para 2 a 5 anos de reclusão e multa.
