O influenciador digital Cauã Eduardo Custódio, de 20 anos, foi brutalmente executado com nove tiros pelas costas em um quiosque em Sete Lagoas (MG), na Região Central de Minas Gerais, na tarde de sábado (20/6). O crime, ocorrido em plena luz do dia, está sendo investigado pela Polícia Civil como um possível acerto de contas ligado à disputa entre grupos criminosos rivais [1][2].
O ataque aconteceu no bairro Ondina Vasconcelos de Oliveira, popularmente conhecido como Cidade de Deus, em um bar utilizado como ponto de apoio por entregadores de aplicativo [1]. Segundo câmeras de segurança, um Fiat Argo de cor clara aproximou-se lentamente do local, fez breves manobras de marcha à ré e um homem encapuzado, armado com uma pistola, desceu do banco do passageiro e caminhou em direção ao jovem, efetuando diversos disparos à curta distância [1][2].
A sequência de tiros provocou correria e pânico entre os frequentadores do quiosque, que derrubaram mesas e cadeiras enquanto tentavam escapar [2]. Após o ataque, o criminoso retornou ao veículo, que fugiu em disparada com o apoio do motorista [1][2].
De acordo com a perícia, Cauã foi atingido por nove disparos de pistola calibre 9 milímetros e morreu antes da chegada do socorro [2]. Outros dois homens, de 21 e 27 anos, também foram baleados, mas conseguiram deixar a área por meios próprios e foram atendidos pelo SAMU, sem risco de morte [2].
A principal linha de investigação aponta para uma disputa entre traficantes de bairros rivais. Conforme relatos de familiares à polícia, os suspeitos seriam ligados ao bairro Belo Vale, que mantém histórico de conflitos com integrantes de outros grupos criminosos da cidade [1][2]. Cauã possuía duas passagens policiais por tráfico de drogas e, em suas redes sociais, publicava vídeos realizando manobras conhecidas como "grau" com motocicletas [1][2]. Segundo investigadores, algumas postagens faziam referências à facção criminosa Comando Vermelho [2].
Até a última atualização do caso, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Civil de Minas Gerais prossegue com as investigações para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio [1][2].
