Lavagem de dinheiro e vendas ilegais envolvem empresário sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA, segundo investigação do MPF em São Paulo.

O empresário Diego Lameiro, sancionado pelos Estados Unidos por vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), vem sendo alvo de uma operação na Polícia Federal no Rio de Janeiro. De acordo com a equipe de investigação do MPF, suspeitos ligados à facção criminosa temiam a proibição de viagens dos EUA, o que levou os investigados a se movimentarem rapidamente em busca de novas formas de lavagem de dinheiro com commodities. Uma das estratégias abraçadas por Lameiro envolvia o comércio atacadista de alho argentino. Conforme informação divulgada por Metrópoles – São Paulo.

Vendas ilegais de alho

A PF interceptou mensagens entre Lameiro e Victor Shimada, integrante do primeiro grupo de pessoas e empresas do Brasil sancionados pelos Estados Unidos. Em uma das conversas, Shimada pediu fotos da produção de alho na Argentina para um possível encontro com um comprador. As investigações apontam inúmeros registros de entrada ilegal de alho argentino no país.

Movimentação financeira

Mas o esquema vai além do alho – as 17 empresas registradas em nome de Lameiro moveram mais de R$ 4,4 milhões desde junho, conforme informações da PF. Entre June e January, os empresários abriram cerca de sete meses para estabelecer essas transações. Além disso, cinco dos CNPJS das empresas foram finalmente encerrados em novembro do corrente ano.

Consequências judiciais

Bloqueada a possibilidade de viagens para fora do país após sancão internacional, Lameiro e sua empresa tentaram diversificar suas operações com base nas fronteiras físicas e geográficas. As empresas, que se vinculavam ao alho argentino em nomes como 'Alhos Lameiro', 'Terra do Alho Produtos Alimentares' e 'Allium Foods', mostravam claramente a intenção da facção criminosa em obter recursos ilegais. Conforme Metrópoles – São Paulo.

Perguntas Frequentes

O que motivou a operação da PF?

Espaço restrito ao comércio não autorizado e a sancão de empresários envolvidos com o PCC levaram à investigação, como informou o MPF em São Paulo.

Qual é a principal consequência para Lameiro?

A proibição das viagens ao exterior para empresário sancionado pelo Departamento de Tesouro foi o catalisador direto para investigações no Rio de Janeiro, conforme levantamento da Metrópoles.