O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou oficialmente a plataforma digital do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), uma ferramenta inovadora que centraliza e disponibiliza para qualquer cidadão pesquisas, documentos e registros sobre as línguas faladas no Brasil[1][9]. A nova ferramenta, desenvolvida em parceria com a Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (FCI/UnB), já está acessível pelo endereço indl.iphan.gov.br e oferece um acervo virtual com mais de 2 mil itens, incluindo documentos, fotografias, vídeos, gravações sonoras e estudos sobre línguas já inventariadas e reconhecidas[1][2].

O objetivo central do projeto é ampliar o acesso à informação sobre a diversidade linguística brasileira, fortalecer a preservação desse patrimônio cultural e, principalmente, estimular a participação da sociedade na identificação e valorização das línguas existentes no país[1]. Diferentemente de um repositório passivo, a plataforma foi concebida para tornar o processo de documentação mais colaborativo, permitindo que cidadãos, pesquisadores, instituições e comunidades solicitem a inclusão de línguas ainda não registradas e sugeram complementações aos inventários já existentes[1][3].

A expectativa é que o novo sistema amplie a participação social na construção do inventário e contribua diretamente para a formulação de políticas públicas voltadas à salvaguarda das línguas inventariadas[1]. Atualmente, o Brasil abriga centenas de línguas de diversos grupos sociais e culturais, incluindo línguas indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além das variedades regionais do português[1]. O INDL, instituído pelo Decreto nº 7.387/2010 em 9 de dezembro de 2010, atua como instrumento oficial de identificação, documentação e valorização dessas línguas que compõem a diversidade cultural brasileira[2][4].

Para acessar informações detalhadas sobre uma língua específica, o usuário pode utilizar a ferramenta de pesquisa do site, digitando o nome desejado para obter dados sobre a comunidade falante, história e registros produzidos durante o processo de inventariação[3]. A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre o poder público e os grupos detentores desse patrimônio, reconhecendo a vulnerabilidade da diversidade linguística indígena e a necessidade de ações de fomento contínuas[2].