O Irã declarou nesta sexta-feira (26/6) que dará uma resposta "rápida e decisiva" ao novo ataque realizado pelos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. A declaração foi divulgada momentos após as forças norte-americanas anunciarem bombardeios contra alvos iranianos[1][5].

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação foi uma resposta ao ataque ocorrido na quinta-feira (25/6), quando um drone iraniano atingiu o cargueiro M/V Ever Lovely, de bandeira de Singapura. A embarcação navegava pela costa de Omã ao deixar o estreito[1]. Aviões dos EUA atingiram depósitos de mísseis e drones do Irã, além de estações de radar costeiras, conforme relatado por militares norte-americanos[1][4].

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que suas forças navais e aéreas conseguiram neutralizar um ataque americano contra a ilha de Sirik, localizada às margens do Estreito de Ormuz. O regime iraniano não informou se houve danos materiais ou vítimas[5].

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças iranianas lançaram pelo menos quatro drones de ataque contra navios que cruzavam o Estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu o convés de um cargueiro e causou danos materiais, mas a embarcação conseguiu seguir viagem. Trump também disse que as forças americanas interceptaram e destruíram outros três drones[1][4]. Para o presidente, a ação representou uma violação do acordo de cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã.

O episódio desta sexta-feira aumenta as incertezas sobre a estabilidade do cessar-fogo e pode dificultar o avanço das negociações entre Washington e Teerã[5]. O acordo firmado entre os dois países prevê 14 pontos, incluindo o fim das operações militares, respeito à soberania, prazo para acordo definitivo, retirada do bloqueio naval e reabertura do Estreito de Ormuz[5].

Fonte original: Metrópoles – Mundo.