O órgão iraniano responsável pelo Estreito de Ormuz anunciou nesta sexta-feira (19) que isentará todas as taxas previstas para o uso do canal de navegação durante um período de negociação de 60 dias, conforme o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos (EUA) nesta semana[1][5]. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), do Irã, informou que navios que desejem passar pelo estreito enquanto o acordo provisório estiver em vigor devem solicitar trânsito com antecedência mínima de 48 horas antes da chegada[1].

A isenção aplica-se a taxas relativas à segurança, proteção, serviços ambientais e seguros relacionados, mas exige que as embarcações coordenem rotas e horários de trânsito com antecedência, devido às áreas afetadas por minas e para garantir a navegação segura[1][5]. O Irã também condenou os ataques israelenses ao Líbano, alertando sobre suas consequências para a paz e a segurança na região, e afirmou que os EUA são diretamente responsáveis pela situação[1].

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, destacou que o fim da guerra no Líbano é parte integrante do acordo para encerrar as hostilidades em todas as frentes, e que o Irã tomará todas as medidas necessárias para proteger seus interesses, segurança e aliados[1]. O memorando de entendimento, firmado nesta semana, prevê também a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos[3].

Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou em entrevista ao New York Times que o acordo prevê isenção permanente de pedágio no Estreito de Ormuz, embora o Irã tenha anunciado que, após o período de 60 dias, poderá cobrar "taxas de serviço marítimo"[2]. Trump também declarou que, apesar das objeções do primeiro-ministro israelense, "salvei Israel da destruição nuclear", e que, caso o Irã não assinasse o acordo, ele se tornaria "guardião do Oriente Médio", capturando 20% das receitas geradas na região[2].

O acordo foi anunciado no domingo (14) após mais de três meses de guerra e será assinado na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça, mediado pelo Paquistão[2]. Líderes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, também ajudaram na resolução do acordo de paz com o Irã[2].

O Estreito de Ormuz reabriu, e agora a disputa é sobre quem cobra pedágio no mar[7]. A chancelaria iraniana já avisou que os navios não pagarão pedágio, mas "taxas de serviço", por sinalização, proteção ambiental e apoio à navegação[7].

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