A três meses das eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT) realiza nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, o seu primeiro Encontro Nacional de Católicos e Católicas, na sede do partido em Brasília. O evento, que ocorre em formato híbrido (presencial e online) das 17h às 21h, conta com a presença confirmada da primeira-dama Janja Lula da Silva e do presidente nacional do PT, Edinho Silva, buscando fortalecer o diálogo da sigla com a fé católica.
O objetivo central do encontro é debater o compromisso com o bem comum, a justiça social, a defesa dos pobres e a construção de um projeto democrático-popular para o Brasil. Com esta agenda, o presidente Lula visa ampliar sua vantagem no segmento católico, onde já detém atualmente 53% das intenções de voto contra 40% do candidato Flávio Bolsonaro[1]. A presença de líderes religiosos, como Dom Vicente de Paula Ferreira, frei David Santos e frei Betto, reforça a tentativa de integrar leigos e religiosos na base de apoio do partido.
Diferentemente de eventos anteriores, o PT optou por não abordar pautas de costumes, como aborto e casamento gay, focando prioritariamente na governança do país. A estratégia segue o mesmo padrão adotado em junho, quando a legenda realizou um encontro semelhante voltado ao público protestante e divulgou uma carta política para ampliar a aproximação com segmentos religiosos[2]. O coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa, afirmou que, embora o Congresso Nacional discuta esses temas, a prioridade do governo Lula deve ser, neste momento, "governar o país".
Ao final do evento, o partido divulgará a Carta das Católicas e dos Católicos, documento que consolidará os compromissos políticos assumidos coletivamente pelos participantes. A iniciativa reforça a aposta do PT em consolidar sua base eleitoral religiosa a poucos meses do pleito, com a presença de figuras de destaque como Janja e Edinho Silva, além de outros líderes nacionais como Jilmar Tatto, Leninha e Patrus Ananias[2].
