O deputado federal André Janones (Rede-MG) reafirmou, em nota divulgada por sua assessoria na sexta-feira (26/6), que "só está exercendo a liberdade de expressão" e que "continuará chamando Flávio Bolsonaro de bandido". A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, apresentar uma queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Janones por injúria, na quinta-feira (25/6).

Janones afirmou que pretende ampliar ainda mais os ataques durante o período eleitoral, garantindo que não tem medo de Flávio nem de ninguém. "Só estou exercendo minha liberdade de expressão, garantida pela nossa Constituição, pelo STF e pelo meu mandato parlamentar, e 'defendida' pelo Flávio", disse o parlamentar mineiro em tom de provocação[1].

A queixa-crime de Flávio Bolsonaro tem como base cinco publicações do deputado nas redes sociais entre março e junho de 2026. Em duas ocasiões, Janones chama o senador de "bandido" e utiliza termos como "ladrão", "vagabundo" e "miliciano". Na mesma postagem, classifica o grupo político ligado ao senador como "bandidagem" e "quadrilha"[2].

Janones também declarou que pretende retomar discussões sobre o caso da vereadora Marielle Franco, afirmando que abordará o "envolvimento, até hoje não explicado, da família Bolsonaro" no assassinato da vereadora. "Inclusive vou trazer a torna o envolvimento, até hoje não explicado, da família Bolsonaro com o assassinato de Marielle Franco. Eles que se preparem, pois não tenho medo deles e nem de ninguém", finalizou o deputado[3].

Na petição, a defesa de Flávio Bolsonaro alega que as postagens de Janones extrapolam os limites da crítica política e contêm ofensas pessoais, expressões injuriosas e um discurso recorrente de ódio. O objetivo, segundo a defesa, é atingir a honra e desgastar a imagem pública do senador. Além da condenação criminal, Flávio pede indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 200 mil[4].

A defesa cita como precedente a condenação do deputado federal Éder Mauro (PL-MT) por difamação contra o ex-deputado Jean Wyllys, sustentando que o caso reforça a necessidade de responsabilização de Janones. Os advogados também alegam que as publicações disseminam discurso de ódio e representam risco à integridade física do senador[5].

Fonte original: Metrópoles – Brasil.