Em uma decisão que uniu esporte e família, o atacante belga Jérémy Doku deixou temporariamente a concentração da Bélgica durante a Copa do Mundo para acompanhar o nascimento de seu primeiro filho, gerando uma polêmica internacional e um forte debate sobre a importância da presença paterna no parto.
Shireen, esposa de Doku, deu à luz na última segunda-feira (22/6), na Inglaterra, com o craque ao seu lado. No dia seguinte (23/6), ele retornou aos Estados Unidos para seguir acompanhando a Seleção Belga, sendo aplaudido pelos companheiros de profissão em seu retorno [6][7][9].
A decisão de Doku, no entanto, foi duramente criticada pela jornalista francesa France Pierron, que em comentários no programa L'Équipe de Choc, questionou a escolha do jogador, usando termos como "completamente inútil" para descrever a ação [2][3]. A fala da jornalista causou revolta imediata nas redes sociais, com muitas mulheres e profissionais da saúde apontando o comentário como machista e insensível [3][4]. Pierron foi afastada da equipe de televisão devido à repercussão negativa [4].
Entre as críticas direcionadas à francesa, diversas obstetras repercutiram o caso para destacar a importância da presença do pai, especialmente em casais heterossexuais, durante o parto. A ginecologista e obstetra Bianca Teiga, em stories no Instagram, afirmou que muitas mulheres viverão esse momento apenas uma vez, tornando o papel do pai ainda mais fundamental na experiência [6].
"Doku fez a melhor escolha que poderia fazer. Ele tem apenas 24 anos, provavelmente pela Copa ele passará de novo. Agora, o nascimento do filho, não. É um momento único, que com certeza tem um papel muito importante na vida dele e da esposa. Que a gente tenha mais pais assim", pontuou Teiga [6].
A obstetra ainda criticou a postura da jornalista, afirmando que "não é o pai que vai parir, mas sem ele esse processo fica muito mais difícil" e que é surpreendente que uma mulher tenha feito um comentário tão machista [6]. A decisão de Doku foi celebrada como um exemplo de companheirismo e priorização da família, com o jogador sendo liberado pela Bélgica para acompanhar o parto e retornando à competição [7][10].
Psicólogas e especialistas analisam o dilema vivido pelo atacante e reforçam a importância da presença paterna desde o parto até os primeiros meses do bebê, validando a escolha de Doku como um marco positivo na relação entre esporte e família [8].
