O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira, 29 de junho, que não pretende afastar Eduardo Sodré Martins da Secretaria de Meio Ambiente do estado, mesmo com as investigações da Polícia Federal (PF) que citam empresas ligadas a ele como supostas beneficiárias de transações suspeitas do Banco Master. Durante uma agenda no interior do estado, o chefe do Palácio de Ondina garantiu que "de forma nenhuma" será feito afastamento sem motivação concreta e provas. "Eduardo é advogado, está se defendendo. Para ele, para a família, minha solidariedade", declarou Jerônimo.
Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), foi alvo da operação que mirou o senador há duas semanas na 9ª fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, o secretário de Meio Ambiente teria participado de cobranças de pagamentos ao empresário Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao Banco Master. Documentos da operação indicam que a BN Financeira Ltda., empresa vinculada a Sodré, recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One Participações S.A. em 17 de outubro de 2025. A Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas e financeiras da BN Financeira diante da suspeita de que a empresa funcionou como veículo para receber e dissimular vantagens indevidas.
Jerônimo Rodrigues enfatizou que "não está no script qualquer afastamento de nenhum secretário por motivo do que está acontecendo, de denúncias ou qualquer tipo de julgamento". O governador destacou que não há julgamento para que se possa definir ou determinar a saída do secretário. A PF aponta que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com capital social reduzido e sem estrutura operacional compatível com os valores movimentados. Até o momento, Sodré Martins não se manifestou sobre as suspeitas da PF.
Fonte original: Carta Capital – Política.
