Em visita oficial à Venezuela, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, garantiu que a ajuda do Brasil ao país vizinho não será episódica, mas contínua e organizada para enfrentar a emergência e a reconstrução. O encontro ocorreu em Caracas nesta terça-feira (30), com a presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, e o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo Gonzáles López, sete dias após sucessivos terremotos causar mais de 1,94 mil mortes e estragos generalizados no país[1][3].
"Estamos aqui irmanados neste momento difícil", afirmou Múcio a jornalistas antes de ser recebido por Rodríguez, com quem discutiu como o Brasil pode auxiliar a população e as forças de resgate venezuelanas[1]. O ministro explicou que a presença de representantes da Caixa e do Ministério das Cidades na Venezuela indica a intenção brasileira de participar também da reconstrução das áreas atingidas pelo duplo terremoto de 24 de junho e pelos tremores posteriores[1]. "Temos dois momentos: primeiro é a emergência, de salvar vidas e detectar onde estão os problemas. O segundo é a reconstrução", destacou[1].
Múcio esclareceu que, se necessário, a possibilidade de o Brasil prestar ajuda financeira à Venezuela será analisada pelo presidente Lula[1]. Acompanhado por Gonzáles López, o ministro brasileiro visitou a base operacional e o hospital de campanha montado pelo Brasil em La Guaira, no estado de Vargas, local mais afetado[1]. Além de doar purificadores de água, o Brasil confirmou a chegada do quinto voo humanitário ainda nesta terça-feira[1].
O cargueiro KC-30, do Segundo Grupo de Transporte da FAB, decolou da Base Aérea do Galeão (RJ) às 12h10, passou por São Paulo (Guarulhos) e embarcou cerca de 5,5 toneladas de insumos, incluindo medicamentos e testes rápidos do Ministério da Saúde[1]. A aeronave leva também equipamentos para expandir o hospital de campanha em La Guaira, que será ampliado a partir de amanhã (1º) com mais módulos e medicamentos[1]. "Estamos trazendo mais módulos; o hospital terá mais medicamentos para a população venezuelana e viemos aqui para dizer que a ajuda brasileira não será episódica", reforçou o ministro[1].
O voo militar também transporta profissionais de saúde militares e técnicos da Anatel, munidos de analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade para localizar sinais de celulares sob os escombros[1]. Múcio pediu a Rodríguez e Gonzáles López que elaborassem, tão logo possível, uma lista das principais necessidades para que o Brasil possa ajudar de forma mais efetiva[1].
Fonte: Agência Brasil – Internacional.
