Entre os 32,9 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 24 anos, a maioria (13,9 milhões) está ocupada, mas um contingente significativo de 6,2 milhões não estuda nem trabalha, sendo classificado como "nem-nem"[1][2]. O grupo, que representa 18,7% dessa população, apresentou uma evolução de 12,7% em relação ao último trimestre de 2025, quando eram 5,5 milhões de jovens fora da escola e do mercado de trabalho[1].

Os dados, do Diagnóstico da Juventude Brasileira realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que, apesar de 13,9 milhões de jovens ocupados, mais da metade (52%) dos adolescentes que trabalham permanece menos de um ano no mesmo emprego[1][2]. A instabilidade nos postos de trabalho é impulsionada por fatores como novas oportunidades, falta de reconhecimento, ambiente ruim e pouca flexibilidade[2].

A taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico de 2021, mas ainda é alta: 25,1% entre adolescentes de 14 a 17 anos e 13,8% entre jovens de 18 a 24 anos, mais que o dobro da média nacional de 5,8%[1][2]. Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, destaca que o desafio é transformar a credencial de escolaridade (73% têm ensino médio) em trabalho decente, qualificado e bem remunerado[1].

As ocupações que mais empregam jovens são balconistas e vendedores (1,24 milhão), escriturários gerais (1,07 milhão) e auxiliares de construção (394 mil), concentrando 59% dos jovens em funções de baixa especialização e salário próximo ao mínimo[1]. O alerta é que o jovem tem acesso ao emprego, mas não permanece na ocupação, especialmente os adolescentes de 14 a 17 anos, que ficam menos de um ano em 52% dos casos[1].