O julgamento do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por acusações de importunação sexual e assédio, pode ocorrer nas primeiras semanas de agosto de 2026, conforme indicam os bastidores do processo administrativo disciplinar (PAD) em andamento[1][8]. A fase de instrução do PAD está praticamente concluída: as duas denunciantes e cerca de 20 testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas em 11 de junho, e o interrogatório do ministro foi realizado na audiência subsequente[3][5].
De acordo com as denúncias, Buzzi teria encostado o pênis na cintura de uma jovem de 18 anos durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (Santa Catarina), em janeiro de 2026, quando todos estavam viajando com familiares e amigos[1][3]. Outra acusação, feita por uma funcionária do gabinete, alega investidas sexuais ao longo de dois anos nas dependências do ministério[1].
A defesa do ministro nega todas as acusações e sustenta que Buzzi é vítima de um conluio entre as duas denunciantes, apontando que a mãe da jovem de 18 anos atua como advogada no STJ[2][5]. Em nota, os advogados afirmam que "a prova técnica e oral converge, de maneira inequívoca, para a ausência de qualquer conduta de importunação" e que as acusações não se sustentam nas provas produzidas até o momento[5].
No entanto, o Ministério Público Federal considera os depoimentos das vítimas como elementos centrais para a condenação, reforçado pela jurisprudência consolidada do STJ que reconhece especial relevância à palavra da vítima em casos dessa natureza[1]. Internamente, prevalece o entendimento de que a condenação é provável, embora a extensão da punição — aposentadoria compulsória ou perda do cargo — permaneça em aberto e dependerá de decisão dos 15 ministros do STJ[1][4].
O ministro está afastado do cargo desde fevereiro de 2026, e o processo administrativo pode resultar na perda definitiva do cargo, dependendo da modulação da decisão[4]. Além do PAD, há um inquérito criminal em andamento no STF, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, e investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ)[7][8].
