Em um cenário de forte esquema de segurança, o julgamento de três policiais militares acusados do assassinato do empresário e delator Vinicius Gritzbach foi anulado no primeiro dia, na segunda-feira (22), no Fórum Criminal de Guarulhos. O júri popular, previsto para durar cerca de cinco dias, foi dissolvido após um impasse entre a promotoria e a defesa, que deixou o plenário, levando à dissolução do conselho de sentença formado por sete jurados[2][3].

Os réus no processo são o tenente Fernando Genauro da Silva, apontado como o motorista do carro usado na fuga; o cabo Denis Antonio Martins, acusado de ser um dos atiradores; e o soldado Ruan Silva Rodrigues, também apontado como autor dos disparos[1][2]. Os três estão presos no Presídio Militar Romão Gomes e são acusados de homicídio qualificado pela morte de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais, além de duas tentativas de homicídio, pois outras pessoas ficaram feridas por estilhaços[2].

A execução de Gritzbach ocorreu em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Gritzbach era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para o PCC, mas antes de ser assassinado havia assinado uma delação premiada, entregando nomes ligados à facção e acusando policiais de corrupção[1]. A defesa dos réus sustenta que os policiais são inocentes, não estavam no local do crime e são vítimas de uma "manipulação" da Polícia Civil, alegando que a acusação foi construída para acobertar os verdadeiros mandantes[2].

O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo determinou o adiamento da sessão. O júri foi remarcado para fevereiro de 2027, entre os dias 22 e 26, para que os três policiais sejam julgados novamente[2][6]. A Polícia Civil concluiu a investigação em março do ano passado e indiciou seis pessoas, incluindo líderes do PCC foragidos como "Cigarreira" e "Didi