A Justiça do Distrito Federal negou o exame de insanidade mental solicitado pela defesa de Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, acusado de matar o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49, dono de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte). O crime, ocorrido em 6 de maio, foi registrado por câmeras de segurança e mostrou o funcionário chutando o rosto do patrão sentado e, logo depois, dando mais de 10 facadas na vítima, arremessando até uma roda contra ela e arrastando o corpo, deixando um rastro de sangue no chão[1][2].

A defesa de Eduardo tentou comprovar a necessidade da perícia médica com histórico familiar, incluindo laudos que apontam que a mãe do acusado sofre de esquizofrenia paranoide, e um depoimento policial que relatava “pensamento confuso e fala desconexa com a realidade” logo após o flagrante[2]. No entanto, o magistrado acolheu o parecer do Ministério Público do DF (MPDFT) e indeferiu o pedido, destacando que a documentação médica refere-se exclusivamente à família e não ao acusado, que não possui registros de tratamentos, consultas ou internações psiquiátricas[2].

Durante a audiência de custódia, Eduardo demonstrou lucidez, respondeu às perguntas de forma conexa e coerente, e negou ter problemas de saúde mental ou dependência química[2]. O tribunal também apontou que o réu foi denunciado pelo homicídio em 15 de junho e deve ser submetido ao banco dos réus. Além disso, um pedido de habeas corpus também foi negado pelo Tribunal do Júri de Brasília na última semana[2].

Segundo a polícia, Eduardo possui passagens por crimes envolvendo posse de arma branca e tráfico de drogas, e afirmou que o crime foi por vingança[2]. Novas imagens e vídeos geraram suspeita de que o tio de Eduardo, que presenciou o crime e acionou a Polícia Militar, possa ter participação no homicídio, o que motivou a família a pedir a ampliação da investigação e a prisão do tio — pedido negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT)[2]. O caso segue sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte)[2].

Fonte: Metrópoles – Distrito Federal.