A Justiça do Distrito Federal mantivera a prisão preventiva de Sandro Souza de Oliveira, 34 anos, pedreiro acusado de matar a companheira Dileusa Almeida Durães, 46 anos, e tentar matar o filho dela, de 14 anos, durante um episódio de feminicídio no Recanto das Emas[1][3]. O crime ocorreu na madrugada de sábado (20/6), por volta de 1h30, na Quadra 205, e foi executado com uma faca encontrada no local[1][4].
Dileusa, manicure que deixou três filhos — dois menores de idade e uma adolescente —, foi esfaqueada dentro de sua própria residência pelo ex-companheiro, que mantinha um relacionamento com ela há cerca de um ano e havia terminado a relação pouco antes, mas voltou após o agressor não aceitar o término[1][3]. Durante as agressões, o filho de 14 anos foi ferido ao tentar proteger a mãe e foi levado a um hospital, onde teve alta no mesmo dia[1][4].
Após o crime, Sandro Souza tentou tirar a própria vida e foi levado ao Hospital Regional do Gama (HRG), onde foi atendido e preso em flagrante pela Polícia Militar do DF[4]. Por estar internado, a audiência de custódia foi realizada no sábado (20/6) apenas com a presença da defesa, e uma nova audiência ocorreu na segunda-feira (22/6), quando o juiz de direito converteu a prisão em flagrante em preventiva[4]. Ele passou por exame de corpo de delito e agora aguardará os próximos trâmites da Justiça no sistema carcerário[3].
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Sandro Souza, na quinta-feira (25/6), por feminicídio e tentativa de homicídio, solicitando também R$ 100 mil para reparação de danos materiais e morais[3]. O corpo de Dileusa Almeida Durães foi enterrado no domingo (21/6) em Gurupi, no Tocantins, cidade de origem da família da vítima, que não tinha parentes próximos residindo em Brasília[1][2].
O caso é investigado como feminicídio e tentativa de homicídio, e reforça a necessidade de atenção à violência doméstica no DF. A população pode acionar canais de atendimento 24h: Ligue 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) na Asa Sul e Ceilândia[3][5].
