Keiko Fujimori, candidata de direita do Peru, confirmou sua vitória nas eleições presidenciais do país após a apuração de 100% das atas, segundo dados oficiais divulgados pela autoridade eleitoral ONPE. Com 50,11% dos votos válidos, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) superou o candidato esquerdista Roberto Sánchez, que obteve 49,88%, com uma margem estreita de 43.386 votos[1].
Em mensagem publicada em sua conta no X, Fujimori afirmou que o Peru está "cada vez mais perto de iniciar um caminho de ordem e esperança para todos os peruanos"[1]. A vitória, considerada matemática e irreversível, foi consolidada após o Tribunal Eleitoral Especial de Lima declarar inadmissível o recurso de Sánchez, que foi apresentado após o prazo e sem o pagamento das taxas correspondentes[1].
A presidente eleita, que perdeu três segundos turnos anteriores, consolidou sua liderança com um discurso duro contra o crime organizado e com propostas de alinhamento geopolítico[2]. Observadores internacionais da OEA e da União Europeia afirmaram que a votação transcorreu normalmente e pediram calma até o resultado oficial[4].
O Peru só confirma oficialmente o vencedor no dia 15 de julho, quando a Junta Nacional de Eleições (JNE) deverá proclamar Fujimori como presidente eleita[2]. Enquanto Sánchez questiona a apuração e pede revisão de resultados em mesas eleitoras do exterior, Fujimori aguarda a proclamação com "humildade, prudência e responsabilidade"[1].
Fonte original: Jornal de Brasília – Mundo.
