Keiko Fujimori foi oficialmente eleita presidente do Peru após uma eleição presidencial extremamente apertada, com 99,9% das urnas apuradas. A candidata da direita, líder do partido Fuerza Popular, alcançou 50,11% dos votos (9.206.241), superando Roberto Sánchez, da esquerda e do partido Juntos por el Perú, que obteve 49,88% (9.162.855 votos)[1][2].

A diferença de apenas 0,23% entre os dois candidatos já é considerada irreversível, com cerca de 40 mil votos restantes para apuração, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE)[1]. Após 17 dias de contagem de votos do segundo turno, realizado majoritariamente com cédulas de papel, a disputa chegou a ficar empatada em números absolutos, com Sánchez assumindo a liderança temporariamente antes de ser superado por Fujimori[1].

Roberto Sánchez, que foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo (preso após tentar dissolver o Congresso em 2022), declarou que não reconhece o resultado e alega fraude e manipulação de votos, especialmente com os votos registrados no exterior. Seu partido entrou com um recurso na Justiça para anular esses votos[1][3]. Fujimori, por sua vez, agradeceu o apoio recebido e não respondeu às acusações de brogli de seu rival[1].

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (que governou o Peru de 1990 a 2000), torna-se a primeira mulher eleita presidente do Peru por voto direto[2]. Ela disputou as três últimas eleições presidenciais e foi derrotada em todas, sendo esta sua quarta tentativa de chegar à presidência[2][3]. Com sua posse prevista para 28 de julho de 2026, Fujimori será a nona presidente do país em 10 anos, marcando um novo ciclo na história política peruana[2].