Keiko Fujimori, candidata de direita do Peru, foi confirmada como vencedora virtual das eleições presidenciais após a apuração de 100% das atas de votação. Segundo dados oficiais do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a candidata obteve 50,135% dos votos válidos, totalizando 9.223.396 votos, enquanto seu rival, o esquerdista Roberto Sánchez, ficou com 49,865% (9.173.755 votos)[1][2].
A diferença, de menos de um ponto percentual, foi considerada matematicamente irreversível pela imprensa internacional, pois os votos restantes (cerca de 38.200) não seriam suficientes para alterar a tendência final[1]. A vitória de Keiko, em sua quarta tentativa, marca o retorno do fujimorismo ao poder central e evidencia a profunda divisão política entre as áreas urbanas/litorâneas, que apoiaram a candidata, e as regiões rurais/andinas, que preferiram Sánchez[2].
Keiko Fujimori afirmou em publicação nas redes sociais que aguarda a proclamação oficial do resultado com humildade, prudência e responsabilidade, destacando que todas as observações feitas pelos Jurados Eleitorais Especiais (JEE) já foram resolvidas[1]. O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) concluiu a apuração após 23 dias de apuração desde o segundo turno, realizado em 7 de junho[1].
Roberto Sánchez, no entanto, segue contestando o resultado, alegando irregularidades na votação sem apresentar provas e pedindo a recontagem dos votos[1]. As autoridades competentes, contudo, analisaram e consideraram resolvidas todas as observações apresentadas durante o processo eleitoral, conforme informado pela ONPE[1].
A expectativa agora é pela proclamação oficial do resultado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE), etapa que formalizará o desfecho da disputa presidencial e permitirá que Fujimori assuma a Presidência do Peru, tornando-se a nona pessoa a ocupar o cargo em apenas 10 anos, reflexo da prolongada instabilidade política vivida pelo país[1].
Keiko, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori, fez campanha com propostas voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à restauração da ordem, além de medidas econômicas de incentivo ao setor empresarial, incluindo isenção de impostos e taxas, e reformas tributária e trabalhista[1].
