Nesta quinta-feira (2/7), o metrô de São Paulo ganha uma nova versão do mapa com a inauguração do primeiro trecho da Linha 6-Laranja, que inclui seis novas estações: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. A estação João Paulo I é a mais profunda da América Latina, com 41,45 metros, e a Água Branca chega a quase 50 metros de profundidade — equivalente a um prédio de 15 andares —, além de oferecer conexão direta com a Linha 7-Rubi [1][2].

O trecho inaugural, entre João Paulo I e Perdizes, será entregue pelo governador Tarcísio de Freitas três meses antes das eleições, após mais de dez anos de obras e uma promessa de inauguração datada de 2018 [1]. Na fase de operação assistida, as estações funcionarão das 10h às 15h, apenas em dias úteis, com sistema Shuttle (um trem por via) e intervalo médio de 19 minutos entre trens. Durante este período, não haverá cobrança de passagem, como ocorre na Linha 17-Ouro [1][2].

A Linha 6-Laranja é o maior projeto de mobilidade urbana em PPP na América Latina, com contrato de R$ 19 bilhões entre o governo de São Paulo e a concessionária Linha Uni (executada pela Acciona), e prevê a transportação de mais de 630 mil passageiros por dia entre Brasilândia e São Joaquim [1][2]. Quando completa, a linha reduzirá um trajeto que hoje é feito de ônibus em cerca de 1h30 para apenas 23 minutos [1][5].

Ainda em 2026, o governo paulista planeja inaugurar mais duas estações: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, ambas na zona norte [2]. A operação futura será com condução automática, sem condutor, como nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, mas nesta fase inicial os trens serão operados manualmente [2]. Mais de 10 mil pessoas trabalham na obra, e mais de 220 funcionários da STM, Sabesp e Linha Uni participaram dos trabalhos de inauguração [original].

Fonte: Metrópoles – São Paulo.