Na noite desta segunda-feira (29/6), o céu do Brasil será iluminado pela Lua de Morango, a Lua cheia de junho que promete encantar observadores de todas as regiões do país. Apesar do nome sugestivo, o fenômeno não altera a cor do astro lunar — ele não ficará rosa ou vermelho como a fruta. A denominação é uma tradição dos povos indígenas da América do Norte, que associavam essa Lua cheia ao período de colheita dos morangos silvestres [1][2][5].
A Lua Cheia de Morango atingirá seu pico de iluminação às 20h57 (horário de Brasília), mas poderá ser observada desde o fim da tarde, logo após o surgimento no horizonte. Os melhores horários para visualização e fotografia ocorrem logo após o nascer da Lua, próximo ao pôr do sol [1][2]. Confira os horários aproximados de surgimento do astro em algumas capitais:
- São Paulo: 17h11
- Rio de Janeiro: 16h58
- Brasília: 17h36
Em 2026, a Lua de Morango traz uma curiosidade técnica: será uma Microlua. Isso acontece porque o satélite estará em seu apogeu, o ponto mais distante da órbita em relação à Terra (cerca de 406 mil quilômetros). Na prática, o disco lunar parecerá ligeiramente menor e com brilho sutilmente reduzido — cerca de 7% menos luminoso do que uma Lua cheia típica. No entanto, essa diferença é quase imperceptível para quem observa sem instrumentos profissionais [1][2][3].
Quando a Lua nasce próximo ao horizonte, nosso cérebro cria um efeito chamado ilusão lunar, que faz o astro parecer enorme ao lado de prédios, árvores ou montanhas. Além disso, a luz da Lua atravessa uma camada mais espessa da atmosfera terrestre, o que pode conferir tons dourados, alaranjados ou avermelhados ao astro nesse momento. Essa mudança de tonalidade, porém, não tem qualquer relação com o nome "Lua de Morango" [2][3][7].
A Lua de Morango poderá ser observada a olho nu em todas as regiões do Brasil, desde que as condições do tempo permitam. Binóculos e telescópios não são necessários, embora possam revelar mais detalhes da superfície lunar. Para aproveitar melhor a paisagem, a recomendação é procurar locais com pouca iluminação artificial e céu aberto, afastando-se da poluição luminosa [1][2][3].
Além de proporcionar um belo espetáculo no céu, o fenômeno relembra como diferentes povos utilizavam os ciclos da Lua para orientar atividades da natureza e da agricultura — tradição que deu origem ao nome pelo qual a Lua cheia de junho é conhecida até hoje [1][2].
Fonte original: Metrópoles – Ciência.
