O ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF) será o próximo presidente da Segunda Turma da Corte, assumindo o colegiado em agosto, no retorno do recesso do Judiciário, em substituição ao ministro Gilmar Mendes[1][3]. A transferência do ministro Fux para a 2ª turma foi autorizada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e a turma agora será composta por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux[2].

A Segunda Turma é responsável pelo julgamento dos processos que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e as investigações da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que apura fraudes no Banco Master[1]. Durante a última sessão antes do recesso, nesta terça-feira (30), Fux recebeu os cumprimentos dos colegas e defendeu a independência dos ministros para proferirem seus votos[1].

"Hei de velar para que as divergências não representem discórdia, mas um mero dissenso, com respeito à independência de seus integrantes", comentou Fux, destacando que sua chegada é para agregar[1]. No ano passado, Fux deixou a Primeira Turma, responsável pelos processos da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro, e votou pela absolvição do ex-presidente[1]. Apesar do voto, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão[1].

A mudança de Fux para a 2ª Turma pode aproximá-lo de ministros indicados por Bolsonaro e alterar as correlações de forças no STF[8]. Fonte original: Agência Brasil – Justiça.