O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado Federal, substituindo o senador Jaques Wagner (PT-BA), que se afastou do cargo na quarta-feira (24) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao caso do Banco Master[1][2].
Em publicação em suas redes sociais, Lula destacou que a missão de Teresa Leitão será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que tramitam na casa, com destaque para o fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Segurança Pública[1][3]. Entre as prioridades de sua gestão, a senadora também defende o aumento da bancada de mulheres no Congresso e a elevação do status de projetos que combatem a violência contra a mulher, o feminicídio e a misoginia[3].
Jaques Wagner deixou a liderança do governo após ser investigado por suspeitas de corrupção, com agentes acusando-o de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master[1][2]. O senador negou qualquer irregularidade e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação[1]. Aliados do governo tratam a saída de Wagner como temporária, e a definição sobre seu futuro político político depende da decisão do presidente Lula[2]. Teresa Leitão, nascida em Recife (PE) em 1951, é a segunda mulher na história a ocupar a liderança do PT no Senado, sucedendo a ex-senadora Augusta Brito[3].
Segundo dados oficiais do Senado, Teresa Leitão integra o Bloco Parlamentar Pelo Brasil - PT e atua como líder do partido no período de 2023 a 2031[4].
Com esta mudança, o governo federal busca fortalecer sua atuação no Senado para garantir o avanço de suas principais pautas legislativas em um momento de intensa articulação política[1][5].
