Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Rodrigo Paz (Bolívia) decidiram acelerar as negociações para um acordo de exploração de gás natural entre a Petrobras e a estatal boliviana YPFB. O anúncio foi feito por Lula nesta terça-feira, 30, após reunião com Paz durante a cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai [1][2].

Lula informou que a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, receberá ainda nesta semana no Rio de Janeiro uma comitiva ministerial da Bolívia para discutir os detalhes do projeto [1]. O petista também abordou a crise política boliviana, destacando que Paz agradeceu o apoio humanitário brasileiro com gêneros alimentícios e medicamentos enviado após bloqueios de estradas por manifestantes que exigem a renúncia do presidente boliviano [1].

Os protestos, iniciados em abril, causaram desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos na Bolívia. Após conversar telefonicamente com Paz, Lula determinou o envio de insumos para ajudar o país [1].

Em seu discurso na sessão plenária dos presidentes do Mercosul, Lula defendeu o fortalecimento da autonomia do bloco, afirmando que “ninguém é dono do mundo e ninguém é dono da América do Sul” e que nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes [1].

Artigo original: Carta Capital – Política.