O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde de hoje (23), da cerimônia de entrega de um acelerador linear de alta tecnologia para radioterapia no Hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo. O equipamento, considerado um dos mais modernos disponíveis para o tratamento de câncer, representa um avanço histórico para a região, que concentra cerca de 4,5 milhões de habitantes[1][2].

Em seu discurso, Lula comparou a nova máquina à que utilizou em suas 15 sessões de radioterapia para tratamento de câncer de pele, encerradas recentemente em Brasília, afirmando que a tecnologia entregue hoje é superior à que ele usou[3][5]. “O que está acontecendo hoje é um sonho que acalentamos há muito tempo, que o povo trabalhador tivesse acesso às coisas que todo mundo tem”, disse o presidente[1].

A chegada do acelerador linear ao Hospital Santa Marcelina permitirá um aumento de 30% na capacidade de atendimentos e reduzirá drasticamente o tempo de espera para início do tratamento, que passará de 45 dias para apenas 7 a 10 dias[1][2]. A unidade, que já possui três aceleradores de modelos mais antigos, firmará novos convênios com o Ministério da Saúde e receberá R$ 166,7 milhões voltados principalmente ao atendimento de pacientes com câncer[1].

Neste mesmo dia, o governo federal realizou entregas simultâneas de aceleradores lineares em Fortaleza (CE) e Sinop (MT), consolidando uma marca histórica: a partir de agora, 100% dos estados brasileiros contam com pelo menos um centro de radioterapia integrado à rede pública do SUS[2]. O equipamento em Fortaleza será destinado ao Instituto do Câncer do Ceará (ICC), referência estadual, enquanto o de Sinop atuará na estratégia nacional de descentralização da radioterapia, reduzindo vazios assistenciais e o deslocamento de pacientes para grandes centros[1][2].

A ampliação da infraestrutura faz parte do programa “Agora Tem Especialistas” e do Novo PAC Saúde, somando um investimento que ultrapassa R$ 166 milhões em ações de modernização e custeio assistencial[2]. Desde 2023, foram contratados 155 aceleradores lineares, com previsão de entrega de 70 equipamentos até 2026, dos quais 44 já foram inaugurados[1]. Além dos aceleradores, o governo anunciou a compra de 20 tomógrafos para hospitais do SUS[1].

O Hospital Santa Marcelina também recebeu, na ocasião, a certificação como Hospital de Ensino Nível 1, reconhecendo seu papel de destaque em pesquisa e formação de profissionais[1]. O presidente completou: “O que a gente quer fazer de verdade é dar ao povo brasileiro o respeito que ele tem de ter”[1].