O presidente Lula oficializou nesta terça-feira, 30 de junho, o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com um montante recorde de R$ 525,1 bilhões. O novo ciclo representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao Plano Safra 2025/26, que totalizou R$ 516,2 bilhões[2].

Do total de recursos, a maior parte, R$ 384,9 bilhões, será destinada ao custeio e à comercialização, garantindo insumos, condução das lavouras, manutenção de rebanhos e venda da produção[2]. Os R$ 140,2 bilhões restantes serão aplicados em investimentos, focando na modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação e renovação de máquinas[2].

O plano oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com taxas de juros entre 8% e 12,5%, uma redução de até 1,5 ponto percentual em relação ao ciclo anterior[2]. Para produtores com regularização ambiental em dia e práticas sustentáveis, o desconto na taxa de juros pode chegar a 1 ponto percentual na linha de custeio[2].

Um destaque específico é o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), que prevê R$ 72,6 bilhões com taxa máxima de juros de 9% ao ano, conforme anunciado pelo governo[2]. A iniciativa visa fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro, oferecendo crédito subsidiado e novos incentivos para a produção agropecuária[3].

Fonte original: Carta Capital – Política.