O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou os gastos com propaganda oficial no primeiro semestre de 2026, destinando **R$ 520 milhões** para ações da Secretaria de Comunicação Social (Secom) entre janeiro e junho, período que antecede o calendário eleitoral de 2026. A cifra é **mais que o dobro** dos R$ 213,5 milhões gastos pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) no mesmo intervalo de 2022, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

Os recursos empenhados pela Secom são usados principalmente para custear campanhas publicitárias sobre programas do governo, como o fim da escala 6x1 (**R$ 80 milhões**), a nova edição do Desenrola Brasil (**R$ 45 milhões**) e a campanha de posicionamento “conectando entregas e futuro” (**R$ 150 milhões**). Além disso, cerca de **R$ 7,6 milhões** foram destinados à contratação de pesquisas de opinião.

A legislação eleitoral impõe o chamado período de “defeso”, que neste ano começa em **4 de julho**, suspendendo a publicidade institucional com exceções para campanhas de “grave e urgente necessidade pública”. O governo afirma seguir os limites de despesas estabelecidos por lei, mas o PL, partido de Flávio Bolsonaro, pediu ao TSE a suspensão de todas as campanhas do governo Lula, alegando ultrapassagem do teto de gastos no primeiro semestre.

Na Justiça Federal do Distrito Federal, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já obteve ordem para suspender anúncios específicos da campanha pelo fim da escala 6x1. A Secom informou que apresentarará esclarecimentos técnicos e jurídicos à Justiça. Em 2022, o governo Bolsonaro pagou R$ 20 milhões para uma campanha sobre o bicentenário da Independência, uso eleitoral que motivou uma condenação de inelegibilidade do ex-presidente pelo TSE.

Artigo baseado em dados da FOLHAPRESS e Notícias ao Minuto – Política.