O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou grande preocupação e consternação com os impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24 de junho de 2026), instruindo o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) a avaliar, junto à Embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência a serem adotadas pelo governo brasileiro[1][2].
Em sua rede social X, Lula reafirmou a determinação do Brasil em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas, destacando a resiliência do povo venezuelano frente às adversidades[1][3]. A Agência Reuters e o governo venezuelano confirmaram inicialmente 164 mortos e 971 feridos, embora números posteriores tenham elevado a cifra de falecidos a 589, com a expectativa de aumento devido à continuidade das operações de resgate[1][2].
Os sismos, classificados como um terremoto duplete, foram de magnitudes 7,2 e 7,5, com epicentros próximos a San Felipe e Yare, no norte da Venezuela, e foram sentidos em grande parte do país, na Colômbia e no norte do Brasil (Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá)[1][2]. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou o evento como o mais forte registrado na região norte do país nos últimos 126 anos, comparável apenas ao terremoto histórico de 7,7 de outubro de 1900[2].
Segundo nota do Itamaraty, o Brasil expressa solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela e deseja pronta recuperação aos feridos, informando que não foram identificados brasileiros entre as vítimas até o momento[2][6]. O plantão consular do Itamaraty permanece à disposição para assistência emergencial, podendo ser contatado por meio do telefone +55 (61) 98260-0610 em Brasília, ou pelo +58 414-3723337 na Embaixada do Brasil em Caracas[2].
