O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que se desloque para a Venezuela na próxima semana com o objetivo de avaliar como as Forças Armadas do Brasil podem prestar assistência ao país vizinho diante dos impactos do terremoto ocorrido na última quarta-feira (24)[1][2]. A determinação foi feita durante a cerimônia de lançamento da Fragata "Cunha Moreira", em Itajaí, Santa Catarina, onde Lula também pediu um minuto de silêncio pelas 589 mortes registradas oficialmente até o momento no território venezuelano[1][3].
Os sismos de 7,2 e 7,5 na escala Richter afetaram principalmente o estado de La Guaira, onde houve o desabamento de diversos edifícios, gerando um cenário de tragédia humanitária[1]. Embora o governo venezuelano confirme 589 mortos, incluindo dois brasileiros, organizações da sociedade civil, como o site "Desaparecidos Terremoto Venezuela", estimam que mais de 40 mil pessoas podem estar desaparecidas, indicando que o número de vítimas pode ser ainda maior[2][4].
Em paralelo à visita do ministro da Defesa, o Brasil já enviou uma equipe humanitária coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e Defesa Civil Nacional para apoiar as buscas e salvamentos, reunindo bombeiros militares e técnicos da Anatel[4]. O Itamaraty segue monitorando a situação e, até o momento da última nota oficial, não havia confirmado cidadãos brasileiros entre as vítimas, embora mantenha o plantão consular à disposição para emergências[5][6]. A solidariedade do Brasil ao povo venezuelano foi reforçada por Lula em contato com a presidente interina da Venezuela, demonstrando a prontidão do país para oferecer socorro especializado e mantimentos[7][8].
Fonte: Agência Brasil – Política
