O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o povo colombiano pelo processo democrático e soberano que levou à eleição de Abelardo de la Espriella como novo presidente da Colômbia. Em publicação nas redes sociais, o mandatário brasileiro afirmou que a relação entre os dois países "transcende ideologias" e enfatizou a importância da amizade entre Brasil e Colômbia para superar desafios comuns, como a preservação da Amazônia, o enfrentamento da pobreza e o combate ao crime organizado.

"A amizade entre o Brasil e a Colômbia, que transcende ideologias, é fundamental para a superação de desafios comuns como a preservação da Amazônia, o enfrentamento da pobreza e o combate ao crime organizado. Que sigamos trabalhando juntos em benefício dos nossos povos", completou Lula. A manifestação ocorre após a confirmação da vitória de Espriella em uma das eleições mais apertadas da história recente do país colombiano.

Abelardo de la Espriella, de 47 anos e advogado, foi eleito com 49,66% dos votos, contra 48,70% do candidato de esquerda Iván Cepeda — diferença de cerca de 250 mil votos. Filiado ao movimento Defensores da Pátria, Espriella ganhou notoriedade com propostas duras na área de segurança pública e recebeu apoio formal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha.

Iván Cepeda, apesar da derrota, alcançou a maior votação já obtida pela esquerda na história da Colômbia, com 12,7 milhões de votos no segundo turno. Em pronunciamento, o senador reconheceu oficialmente a vitória de Espriella, aceitando o resultado da apuração e declarando que fará oposição ao novo governo. Espriella prometeu uma "nova era" para o país e convocou os colombianos a se reconciliarem para reconstruir a nação polarizada.

Com a vitória de Espriella na Colômbia e a tendência conservadora no Peru, a direita agora comanda 58% da América do Sul, consolidando uma mudança de ciclo político na região. A eleição representa uma guinada à direita após anos de governo de esquerda sob Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda a assumir o país em décadas de domínio conservador.