Em Goiânia, o lutador de jiu-jitsu e muay thai Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por meio de asfixia e corrupção de menores, após espancar um adolescente de 17 anos até que ele desmaiasse em uma quadra esportiva da Praça das Artes, no Jardim Goiás, na noite de 29 de maio[1][3].
Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que Rafael aplica um golpe conhecido como mata-leão no jovem, que fica desacordado no chão e começa a apresentar convulsões[1][10]. Durante as agressões, uma mulher, identificada como companheira do lutador, pede insistentemente que ele pare e alerta que o adolescente "já dormiu", chegando a desferir socos contra Rafael na tentativa de fazê-lo soltar a vítima[1].
A confusão teve início após um desentendimento entre o adolescente e o filho de Rafael durante uma partida de futebol[1][7]. Segundo a família da vítima, o jovem precisou de atendimento médico e foi encontrado pela mãe desorientado, ensanguentado e com sinais das agressões[1]. A Polícia Civil considerou essa circunstância para indiciá-lo também por corrupção de menores, pois um dos filhos do lutador teria participado da discussão que motivou o caso[1].
Rafael foi preso em flagrante na sexta-feira (29), mas obteve liberdade provisória na audiência de custódia realizada no sábado (30), mediante o cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima e de locais frequentados por ela[1][3]. Dias após o incidente, a família do adolescente denunciou que o lutador estava filmando os parentes de um apartamento próximo ao local da agressão, o que representou descumprimento das determinações judiciais[1][2].
Em decorrência desse descumprimento, a Justiça decretou a prisão preventiva de Rafael, garantindo a ordem pública e a instrução criminal[2][9]. O lutador, que se intitulava nas redes sociais como faixa-preta de jiu-jitsu e muay thai, se apresentou na Unidade Prisional de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, onde permanece preso para responder aos crimes imputados[1][2][4].
A defesa de Rafael, por meio de seu advogado Emanuel Rodrigues, afirmou que a remoção da tornozeleira eletrônica foi feita por orientação jurídica, como parte de uma estratégia para se entregar à Justiça[3]. A agressão ocorreu em um contexto de histórico de violência do suspeito, que há três anos já havia agredido outros dois irmãos dentro de um shopping na capital[5].
O inquérito foi concluído pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que entendeu haver elementos suficientes para o indiciamento[1][3]. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará sequência à análise do caso[1].
