Estrangeiros devolvem passaportes em massa após onda de violência xenofóbica na África do Sul
Ao menos quatro pessoas morreram em atos violentos nos últimos meses, mas o pânico realmente aumentou quando protestos ganharam força. Mais de 160 mil estrangeiros deixaram a África do Sul desde maio.
Entre os países mais afetados estão Zimbabue com mais de 108 mil, Moçambique com pelo menos 46 mil e Malawi com cerca de 47 mil. Dois casos de violência foram registrados, um etíope e dois moçambicanos.
Contágio do pânico
A onda de xenofobia se espalhou rapidamente por toda a África do Sul desde maio de 2023. O governo sul-africano registrou cerca de duas mil repatriações em um mês.
Data e prazo
No fim de maio, grupos antimigração derrubaram estrangeiros de seus postos de trabalho e impediram acesso a serviços básicos. Em junho, eles estabeleceram o último prazo: 30 dias para sair do país.
Eficácia das repatriações
Cerca de 108.360 zimbabuenses retornaram para casa a partir de junho com recorte governamental, mais de 33.800 foram repatriadas e cerca de 47 mil moçambicanos saíram do país de maneira informal.
Perguntas Frequentes
Quais são os países mais afetados?
O Zimbabue lidera o ranking com mais de 108.360 repatriações, seguido pelo Malawi com cerca de 47 mil e Moçambique com pelo menos 46.890.
Por que tanta violência?
Protestos contra imigrantes irregulares se intensificaram em maio, levando até à morte de dois moçambicanos em Mossel Bay e derrubada dos direitos dos estrangeiros no país.
E o governo sul-africano?
A administração local fez pouco para impedir a violência. Municípios organizaram buscas de pessoas sem documentos nos últimos meses e restringiram acesso a serviços básicos aos estrangeiros irregularmente.
