Líder oposicionista vê negativa em voos e críticas pela Venezuela
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado enfrenta a resistência de autoridades dos Estados Unidos que negam seu pedido para viajar à Venezuela. Acusada de tentar politizar a crise interna, ela foi impedida de embarcar em um voo do Panamá para Caracas na última semana.
Em conversa com o jornal Axios, um alto membro do governo norte-americano declarou que a movimentação da líder política em querer retornar à Venezuela gerou 'drama desnecessário' ao Departamento de Estado. O funcionário acusou Corina de 'oportunismo político grotesco'. A imprensa norte-americana chegou a atribuir o impedimento a um pedido do próprio presidente Donald Trump, mas interlocutores do governo negaram a afirmação e explicaram que não podem facilitar o retorno dela por estar focados nos esforços de ajuda ao país após os terremotos.
Não contou com apoio
A decisão do governo norte-americano não foi isenta de polêmica, especialmente depois que correntes internas dos EUA também não se mostraram entusiasmadas. Segundo a Metrópoles – Mundo, o Departamento de Estado dos EUA, que conduz a política externa norte-americana, não comentou o envolvimento no impedimento de Corina, mas chamou atenção para as 'questões políticas sensíveis' em meio aos esforços do governo para ajudar na recuperação pós terremoto.
María Corina Machado
Ao ser questionada sobre o que mudou no cenário político de cara com a crise de terremotos, a liderança oposicionista não escondeu seu descontentamento. 'Nosso governo está focado no combate ao socialismo e na suposta censura por parte do governo venezuelano', respondeu. Seu retorno pode significar uma nova frente na luta contra o atual regime.
Perguntas Frequentes
Como foi a decisão dos EUA?
A negativa veio em meio à resposta humanitária internacional, visando ajudar os afetados pelos terremotos em Venezuela. A liderança política enfrenta críticas de aliados e desilusão interna.
Qual a importância dessa decisão?
Ao se posicionarem contra o retorno da líder oposicionista, os EUA reforçam sua posição sobre as 'questões políticas sensíveis' em meio ao drama humanitário causado pelos terremotos na Venezuela.
