O deputado federal Mario Frias (PL-SP) retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (24/6), após cumprir compromissos no exterior sem autorização prévia da Câmara dos Deputados para missão oficial internacional[4]. Ao desembarcar em Brasília, Frias confirmou que a prestação de contas relacionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o filme Dark Horse já havia sido realizada[4]. Ele também afirmou que retornava do Bahrein, no Oriente Médio, e que havia passado também pelos Estados Unidos[4].
A Câmara dos Deputados informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Frias viajou ao exterior sem autorização oficial, mesmo tendo feito dois pedidos de missão oficial — um para o Bahrein (12 a 18 de maio) e outro para os Estados Unidos (19 a 22 de maio) — que ainda estavam em fase de apreciação[1][2]. Apesar disso, o deputado não aguardou a resposta da Casa e viajou por conta própria[1]. Em entrevista ao SBT News, Frias disse que esteve no Bahrein para "propor investimentos no Brasil" e nos EUA para "prospecção de investimento em segurança pública"[1].
O caso ganhou relevância após o STF buscar esclarecimentos sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro[1][3]. O tribunal tenta há mais de um mês intimar Frias para prestar esclarecimentos sobre o repasse de recursos públicos[3]. Até o momento, o STF segue aguardando os esclarecimentos solicitados, enquanto acompanha a situação funcional do deputado e os detalhes de sua viagem internacional[4].
Frias sustenta que não há irregularidades nas emendas e cita um parecer da Advocacia da Câmara, que atesta a ausência de inconsistências ou vícios formais[1]. O caso também envolve polêmica sobre o financiamento do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao filme, o que o deputado inicialmente negou, mas depois mudou a versão após confirmação de que parte do recurso foi enviada[2].
