MC Negão Original, o cantor de funk João Vitor Ribeiro, foi preso na manhã de quinta-feira (25/6) em Avaré, no interior de São Paulo, após permanecer foragido por quatro meses. A captura ocorreu durante a continuidade da Operação Fim da Fábula, deflagrada em 24 de fevereiro pelo DEIC da Polícia Civil de São Paulo, que investiga uma quadrilha suspeita de aplicar golpes digitais em larga escala e lavagem de aproximadamente R$ 100 milhões [1][2][4].
Segundo a investigação, o artista integra o grupo criminoso e estaria envolvido em fraudes como o "golpe do INSS", o "golpe do falso advogado" e o "golpe da mão fantasma". Os criminosos clonavam chaves Pix de vítimas, utilizavam sites de apostas online (bets) e fintechs para movimentar os valores obtidos ilícitamente [1][2]. A Polícia Civil aponta que o MC divulgava plataformas de apostas manipuladas, onde a casa sempre vencia, induzindo fãs a apostarem para gerar recursos para a quadrilha [1][2].
João Vitor foi capturado na região oeste do estado por policiais da 1° Delegacia da Divisão de Capturas e está sendo conduzido à sede do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) [1]. Um imóvel localizado em Itaquaquecetuba, onde o cantor morou, foi identificado como estrutura central das fraudes, com conexões financeiras diretas ao grupo. No local, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos relacionados à ação criminosa [1].
Com mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais e mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, MC Negão Original é um dos principais nomes do funk paulista, com hits como "Medley de Igaratá" e "Pirocada Quente" [1]. Seu álbum "A Nata de Tudo – A Ovelha Negra" chegou ao topo do Top Álbuns Debut Global do Spotify [1]. A defesa do artista não foi encontrada até a publicação desta reportagem, mas o espaço permanece aberto para esclarecimentos [1].
A Operação Fim da Fábula, coordenada pelo DEIC e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), cumpruiu 120 mandados de busca e apreensão, 53 mandados de prisão temporária e bloqueio judicial de R$ 100 milhões em bens. A ação envolve cerca de 400 policiais civis e promotores, que identificaram 36 imóveis vinculados aos investigados, além de centenas de veículos e embarcações [1].
