O mercado financeiro elevou a projeção da inflação brasileira para 5,09% no fim de 2026, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira (1º), registrando a 12ª alta consecutiva nas expectativas inflacionárias[1][3]. A estimativa para o IPCA — índice oficial de inflação — passou de 5,04% para 5,09%, um aumento de 0,05 ponto percentual em relação à divulgação anterior, já fora do teto da meta de inflação, que é de 4,5%[1][3].
Apesar da inflação mais forte, os analistas preveem crescimento maior do PIB para 2026, de 1,9%, e a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 5,20[1][3]. Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente[1].
A taxa básica de juros, Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Copom, terá sua projeção para o fim de 2026 elevada de 13,75% para 14% ao ano, conforme os analistas do Focus[1]. O próximo encontro do Copom será nos dias 4 e 5 de agosto, quando o mercado espera a última redução do juro no ano[1]. Para 2027 e 2028, a Selic deve cair para 12% e 10,25%, respectivamente, e em 2029 ficará em 10%[1].
A meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, de 1,5% a 4,5%[6]. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,72%, já fora do teto da meta, conforme dados do IBGE[1]. A guerra no Oriente Médio, que pressionou os preços de combustíveis e alimentos, dificultou a queda mais acelerada da Selic, e o Copom apontou incertezas sobre os termos do acordo de cessação dos conflitos como determinante para a decisão de reduzir a taxa[1].
Quando a Selic é alta, o crédito encarece, o consumo perde força e a expansão da economia é dificultada. Quando a taxa é reduzida, o crédito fica mais barato, incentivando produção e consumo, mas com menor controle sobre a inflação[1]. A previsão para o crescimento da economia brasileira em 2026 saiu de 1,96% para 1,98%, enquanto para 2027 permanece em 1,7% e para 2028 e 2029, o PIB deve expandir 2%[1].
No primeiro trimestre de 2026, a economia cresceu 1,1% em comparação com o último trimestre de 2025, com expansão de 2% no acumulado de 12 meses, segundo o IBGE[1]. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com destaque para a agropecuária, representando o quinto ano seguido de crescimento[1]. A previsão para o dólar no fim de 2027 é de R$ 5,27[1].
