Em um movimento estratégico que reforça a aliança entre as extremas-direitas da América Latina, o presidente da Argentina, **Javier Milei**, reuniu-se nesta segunda-feira (29) em Buenos Aires com **Flávio Bolsonaro**, pré-candidato do PL à Presidência do Brasil, e declarou apoio formal à sua candidatura para as eleições de outubro de 2026[1][2].
Ao compartilhar a foto do encontro em sua conta oficial na rede social X, Milei afirmou que "a **maré azul** está chegando ao Brasil com Flávio Bolsonaro", referindo-se ao avanço recente de governos conservadores na região[1][6]. O senador brasileiro, que pesquisas apontam como principal rival eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agradeceu o gesto e reafirmou sua proposta de redução drástica de impostos e burocracia, citando a experiência argentina com a "motosserra" e prometendo um "tesouraço" no Brasil[2].
Flávio Bolsonaro, que está na Argentina para participar de um encontro de políticos organizado pela *Israel Allies Foundation*, destacou que o Brasil sente inveja de seus vizinhos que elegeram governos de direita e prometeu que o Brasil será "irmão, mais do que nunca, da Argentina" se eleito[3][4]. Milei, ao discursar no mesmo evento, exaltou o recuo da esquerda na região, mencionando as derrotas em Chile, Colômbia e Peru, e declarou a esperança de que a esquerda também perca no Brasil em outubro[2].
A relação entre Milei e Lula tem sido marcada por conflitos desde o início do governo argentino, com Milei demonstrando repetidamente apoio à família Bolsonaro, especialmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no Brasil por tentativa de golpe de Estado[2]. Embora Flávio Bolsonaro tenha figurado tecnicamente empatado com Lula em algumas sondagens para um segundo turno, ele perdeu força nas últimas semanas após a divulgação de conversas com um banqueiro envolvido em escândalo de fraude[2]. De acordo com pesquisa recente do BTG/Nexus, **51% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum**, tornando-o o candidato mais rejeitado[2].
Fonte original: Notícias ao Minuto – Política.
