O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou formalmente a defesa de Jair Bolsonaro a acompanhar o depoimento que o ex-presidente prestará nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal. A oitiva, marcada para às 15h, será realizada na residência do ex-presidente, onde cumpre prisão domiciliar, e visa apurar o caso da arma de fogo registrada no seu nome, encontrada com um de seus seguranças[1][3].
Na mesma decisão, Moraes também autorizou que os advogados de Bolsonaro se reúnam com o ex-presidente nesta segunda-feira (22) sem limitação de tempo, garantindo amplo direito de defesa. A arma, uma Glock de 9 milímetros, foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga[1].
Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente, tendo sido entregue a ele para realizar um reparo em razão de uma pane. Durante a blitz, foi localizado também um carregador sobressalente da pistola. O motorista foi conduzido à delegacia e relatou que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo, prometendo devolvê-la no dia seguinte[1].
Após o episódio, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que foi deixada com o segurança para ser levada para conserto. Segundo os advogados, o ex-presidente não está proibido de manter em casa o armamento, já que a lei não impede a posse de armas por civis em sua residência, desde que observadas as normas legais[1].
