O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai se reunir com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se prorroga ou não a prisão domiciliar humanitária concedida em março de 2026[1][3]. A audiência está marcada para esta terça-feira (30), após o término dos 90 dias do benefício[1][4].
Familiares e aliados do ex-presidente aguardam a prorrogação do benefício, alegando que a saúde de Bolsonaro ainda é frágil e que ele não suportaria uma nova prisão[1][2]. Segundo boletins médicos recentes, Bolsonaro apresentou "evolução favorável" após pneumonia bacteriana, com crises de soluço menos frequentes, mas seu estado permanece delicado[1][3].
No entanto, a decisão de Moraes pode ser impactada pela apreensão de uma arma de porte de Bolsonaro por um de seus seguranças durante uma blitz. Em despacho de 24 de março, o ministro classificou o fato como "falta grave" que pode ensejar a cessação da prisão domiciliar[1][2]. A defesa de Bolsonaro argumenta que a arma é lícita e que não houve má-fé ou delito na posse do armamento[5].
A Procuradoria-Geral da República (PGR), representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, recomendou aguardar o final das investigações antes de definir se a posse da arma constitui falta disciplinar[1][2]. Interlocutores do ex-presidente acreditam que Moraes tende a encerrar o benefício, mas a posição da PGR pode alterar essa decisão[1][5].
Além disso, outros ministros do STF preferem manter Bolsonaro em sua residência, enquanto bolsonaristas afirmam que o retorno ao 19º Atalaio (conhecido como "Papudinha") poderia gerar turbulência política e oferecer uma plataforma eleitoral mais robusta para Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, sob a alegação de perseguição ao pai[1][2].
Fonte original: Notícias ao Minuto – Política.
