Em forte comoção para o meio político de Mato Grosso do Sul, a ex-deputada estadual Grazielle Machado morreu na madrugada desta quarta-feira, 24, aos 45 anos, em Campo Grande (MS). A causa da morte está sob investigação, com a principal hipótese sendo uma infecção por salmonela que evoluiu para sepse (infecção generalizada), atingindo a corrente sanguínea e o coração[1][2].

Segundo familiares, Grazielle passou mal pouco tempo após uma refeição. Ela foi internada no Hospital da Cassems na terça-feira (23), precisou ser intubada, mas não resistiu ao quadro grave[1]. Além da salmonelose, outra suspeita apurada pelas autoridades de saúde é uma intoxicação por medicamentos[1]. Exames laboratoriais ainda devem confirmar a causa exata da morte[1].

Trayectoria política e família

Grazielle era filha do deputado estadual Londres Machado (líder do governo na Assembleia) e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado[1]. Deixou três filhos. Sua carreira no Legislativo foi marcada por destaque: eleita vereadora de Campo Grande aos 24 anos, exerceu três mandatos consecutivos entre 2005 e 2014[1]. Em 2014, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa com mais de 39 mil votos, tornando-se, na época, a mulher mais votada da história de Mato Grosso do Sul[1][2].

Formada em Comunicação, atuou também como professora, empresária e diretora da Revista Ímpar por cerca de 10 anos[1]. Nos últimos anos, permaneceu ligada à vida pública: em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande, ficando como suplente com 1.887 votos[2]. Desde o início de 2025, ocupava o cargo de assessora especial na Casa Civil do governo de Mato Grosso do Sul[2].

Alerta sobre segurança alimentar

A morte de Grazielle reacende um alerta importante sobre os riscos da salmonelose, infecção geralmente transmitida por alimentos contaminados (ovos, carnes, produtos mal armazenados)[1]. Os sintomas comuns incluem diarreia, vômitos, febre e dores abdominais; em casos graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e causar complicações fatais[1].

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2007 e 2020, o Brasil registrou 152 mortes e mais de 22 mil hospitalizações relacionadas a surtos de doenças transmitidas por alimentos, evidenciando que as infecções alimentares continuam um importante problema de saúde pública[1].