Moscou foi alvo de uma ofensiva massiva de drones ucranianos nesta segunda-feira, 29, em resposta à ação militar russa que matou 24 pessoas na Ucrânia, incluindo três crianças em Kiev. As autoridades russas informaram que 81 drones foram abatidos ao se aproximarem da capital, enquanto o prefeito Sergey Sobyanin afirmou que 12 pessoas ficaram feridas, principalmente na entrada de uma refinaria de petróleo, e três casas foram danificadas[1][3].
A ofensiva ucraniana, descrita como a maior em mais de um ano, envolveu mais de 80 drones, resultando no fechamento temporário dos quatro principais aeroportos de Moscou e no desvio de mais de 50 voos[1][3]. Três pessoas morreram na região de Moscou e uma na região de Belgorod, segundo autoridades russas[1]. Sobyanin relatou que uma mulher faleceu após um drone atingir uma residência em Khimki e que dois homens morreram em Mytishchi quando destroços caíram sobre uma casa em construção[1][3].
Na Ucrânia, a Rússia lançou ataques devastadores com mísseis e drones nesta segunda-feira. O presidente Volodymyr Zelensky descreveu os ataques como trágicos. Em Dnipro, um ataque russo contra a infraestrutura matou cinco pessoas, enquanto em Zaporizhzhia, um ataque a uma van de passageiros comum causou três mortes e seis feridos, incluindo uma criança[1]. Em Nikopol, a Rússia realizou um ataque duplo contra equipes de socorro e um caminhão de bombeiros[1].
Ataques russos também atingiram a infraestrutura energética nas regiões de Sumy, Odessa e Chernihiv, além de Kherson e a região de Kharkiv[1]. Na região de Sumy, drones russos mataram uma mulher de 69 anos e um homem de 77 anos[1]. Zelensky afirmou: "É fundamental combater esse terror russo" e destacou que a Europa deve atuar com máximo empenho no desenvolvimento de sua própria defesa antibalística[1].
Zelensky recebeu nesta segunda-feira o ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus, para discutir o "Drone Deal" entre Ucrânia e Dinamarca, que está quase pronto e precisa ser concluído rapidamente[1]. As equipes de ambos os países trabalharam no acordo e possuem uma posição comum sobre sua urgência[1].
Fonte original: Jornal de Brasília – Mundo.
