O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, embarca na manhã desta terça-feira (30) rumo a Caracas, onde se reunirá com autoridades venezuelanas para reforçar o apoio do Brasil após os terremotos que devastaram o país vizinho[1][2].

A visita de Múcio à Venezuela foi determinada pelo presidente Lula, que já havia ordenado o envio de insumos para mitigar os danos da crise[1]. A equipe que acompanha o ministro inclui Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, e Augusto Henrique Alves Rabelo, secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades[1].

Os terremotos, com magnitudes de 7,5 e 7,2, atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira e, segundo o balanço mais recente, deixaram mais de 1.450 mortos, cerca de 3.150 feridos e 774 edifícios afetados[2][6]. A operação humanitária brasileira já realizou quatro voos desde o início da missão[1].

O primeiro voo chegou na sexta-feira (26), levando 36 bombeiros brasileiros, técnicos da Defesa Civil e da Agência Nacional de Telecomunicações, além de 12 toneladas de equipamentos para busca de desaparecidos nos escombros[1]. No sábado (27), um segundo voo transportou um hospital de campanha da Marinha, 100 purificadores de água e medicamentos[1]. O terceiro voo, no mesmo dia, levou kits de medicamentos e módulo complementar para a instalação do hospital[1]. Já no domingo (28), a Força Aérea Brasileira enviou um quarto voo com 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais[1].

O quinto voo ocorrerá nesta terça-feira, decolando da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com equipamentos para expandir o Hospital de Campanha em La Guaira, cidade portuária do norte da Venezuela[1]. O material permitirá internação de 20 pacientes simultâneos, além de módulos infantil e para pandemias[1]. Embarcarão no voo 45 militares da Marinha que atuarão no hospital[1].

Antes de seguir para Caracas, a aeronave fará uma parada na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde embarcarão cerca de 5,5 toneladas de insumos doados pelo Ministério da Saúde, incluindo medicamentos e testes rápidos solicitados pelo governo venezuelano[1]. Dois técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações também se somam à operação, com analisadores de espectro e antenas direcionais para localizar sinais de celulares sob os escombros, auxiliando o salvamento de vítimas[1].

O Itamaraty informou que dois brasileiros estão entre as vítimas dos terremotos[5]. A tragédia já deixou mais de 1.400 mortos, incluindo Romildo Batista, pastor de 69 anos, e Vanessa Zacarias, de 44 anos[2].

Fonte: Carta Capital – Política[1].