O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, comemorou a eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026 e revelou detalhes sobre o cancelamento dos vistos dos atletas iranianos. Em coletiva de imprensa, Mullin afirmou que ficou "muito feliz" quando conseguiu cancelar os vistos da delegação iraniana e autorizar sua saída do território americano, dizendo até que "talvez tenha cantado uma música ou duas, ou feito uma dança feliz" após o evento[1].
A seleção do Irã foi eliminada na fase de grupos, terminando em 3ª posição no Grupo G com três pontos, atrás da Bélgica e do Egito, e não conseguiu entrar na lista dos melhores terceiros colocados para avançar às fases eliminatórias[1]. Apesar da eliminação, o Irã deixou o torneio invicto, com três empates (2×2 contra a Nova Zelândia, 0×0 com a Bélgica e 1×1 com o Egito)[2].
A trajetória iraniana na Copa foi marcada por condições injustas e antidesportivas, incluindo restrições para entrar nos Estados Unidos e proibição de pernoitar nas cidades onde foram disputados os jogos[1]. O governo americano impediu que atletas iranianos hospedados nos EUA, obrigando a delegação a transferir sua base de treinos para Tijuana, no México[3]. Em diversos deslocamentos, membros da delegação foram retidos pelas autoridades para verificação de documentos, como foi o caso de Mehdi Taremi, capitão e principal jogador da seleção asiática[1].
Logo após a eliminação, a seleção iraniana emitiu nota oficial agradecendo a cobertura da imprensa e a hospitalidade dos mexicanos, mas criticou os Estados Unidos pelo "tratamento injusto e antidesportivo"[3]. O Irã e os EUA vivem uma guerra travada no Oriente Médio, o que influenciou as restrições impostas durante o torneio[1].
Fonte original: Metrópoles – Esportes.
