Nelza Cristina, a Nelzinha, editora que marcou e formou gerações de repórteres em Brasília, faleceu aos 65 anos, deixando um legado de afeto.
O jornalismo brasileiro está de luto com a partida de Nelza Cristina Mendes, carinhosamente conhecida como Nelzinha, aos 65 anos. A jornalista e editora, que deixou sua marca indelével na capital federal, faleceu nesta quinta-feira (23/7) em decorrência de complicações cardíacas.
Nelzinha foi uma figura central nas redações de Brasília, onde dedicou cerca de duas décadas de sua vida profissional. Ela é lembrada por amigos e colegas como uma mentora e uma profissional exemplar, cuja influência moldou uma geração de repórteres.
Sua trajetória, marcada por competência e um coração generoso, deixou um legado que transcende as páginas dos jornais, perpetuando-se nas histórias e ensinamentos que compartilhou com todos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
A Jornalista que Marcou Gerações em Brasília
Carioca de nascimento, Nelza Cristina Mendes chegou a Brasília em 1980 e rapidamente se integrou à cena jornalística da cidade. Por aproximadamente 20 anos, ela foi um dos pilares do Jornal de Brasília, onde atuou como repórter, editora e chefe de reportagem.
Sua presença era sinônimo de rigor na apuração e de um olhar humano para as notícias. Colegas recordam dela com as amigas Marcia Delgado e Suelene Gusmão, ou ao telefone, dedicada às apurações diárias, sempre com a máxima competência.
Ricardo Nobre, editor-chefe do Jornal de Brasília, expressou a dimensão da perda, destacando que "Nelza era muito competente como repórter e depois como chefe de reportagem. Todos adoravam ela. Uma perda grande."
Um Legado de Profissionalismo e Ternura
Nelza era filha de Dona Clarice e casada com o repórter fotográfico Josemar Gonçalves, com quem compartilhava uma vida de parceria. Ela emanava paz de espírito e leveza, qualidades que a tornaram uma pessoa admirada e querida por todos, apesar de uma primeira impressão de seriedade.
Maria Eugênia, editora, ressaltou sua excelência: "Nelza era uma excelente profissional, com uma apuração rigorosa e minuciosa. Jornalista muito comprometida com seu trabalho e uma amiga de primeira hora."
Para Saulo Araújo, editor de Cidades do Metrópoles, Nelzinha foi mais que uma colega. "Minha professora, mestra e, acima de tudo, uma grande amiga. Obrigado por todos os ensinamentos, conselhos e puxões de orelha. Seu legado nunca será esquecido
